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  • Maria Helena Rodrigues

TOLERÂNCIA ZERO | AGRESSIVIDADE DEZ - Sequelas da Pandemia ou carência de Empatia?

Dias desses, durante o passeio matinal que costumo fazer com meu cão, conhecido nas redondezas por ser um animal extremamente dócil, sociável e que anda carregando sua própria guia quando retorno à casa, uma senhorinha foi extremamente grosseira conosco.

Ela mora em uma casa do bairro onde costumo circular, tem um pequeno jardim com uma árvore na frente e não possui contenção para evitar que os animais adentrem a fim de bisbilhotar quem, de sua espécie, perambulou por ali.

A fim de elucidar melhor essa questão, reforço que meu cão é adestrado para caminhar sem guia, jamais atacou nenhuma pessoa ou animal, seja gato, cão ou similar.

Nesse dia em especial, o Pata Branca resolveu furungar no jardim da dita cuja e, como eu estava ao telefone, nem percebi o quanto isso estava incomodando a senhora, que começou a gritar na rua feito uma enlouquecida: - “É um abuso a pessoa (no caso eu) deixar um cachorro solto e ficar conversando no telefone” (aos berros).

Logo a seguir, quando viu eu indo em sua direção, entrou em casa e seu marido continuou os insultos, através da janela.

Pelamordedeus, meu cachorro estava apenas xeretando um jardim aberto!

Muito antes de virar moda passear com seu pet, eu já fazia isso e, desde lá, carrego sempre sacolinhas para recolher, inclusive, possíveis “vestígios alheios”.

Gente! Sou incapaz de atitudes grotescas desse tipo, ao contrário, costumo e procuro ser sempre gentil com todas as pessoas que me deparo na rua e ainda, tenho por hábito cumprimentar quem cruza meu caminho.

Às vezes recebo uns resmungos de volta, em outras ocasiões, nem mesmo respondem, mas de uma forma geral meu retorno do investimento é um belo sorriso.

Dito isso, fica claro a minha perplexidade frente a reação tão incivil que por pouco não azedou meu dia, recém iniciado.

Fiquei matutando: será a falta inerente, deste momento peculiar, do convívio social com humanos ou simplesmente uma essência arrogante, rabugenta e amarga se manifestando na terceira idade?

Peço a Deus que me proteja desta particularidade!



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