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  • Maria Helena Rodrigues

ESTAMOS CANSADOS

O desânimo tomou conta do gaúcho.

Exaurimos nosso fôlego no combate ao coronavírus.

Desde março enfrentamos semanas, quinzenas e quarentena de luta na esperança que as medidas contidas, tomadas pela governança, possam evitar a disseminação do covid-19.

Eu olhava, perplexa, da varanda do meu apartamento, ruas vazias, comércio e restaurantes fechados, enquanto, de tempo em tempo, transitava uma viatura da guarda municipal coibindo as pessoas de saírem de suas casas.

Não via somente ruas desertas e uma cidade fantasma, percebia o desespero do povo, quase se tapeando nos mercados por rolos papel higiênico. Todos, literalmente, se borrando de medo!

Prateleiras de comércios de alimentos ficaram vazias, famílias inteiras com cães, gatos e folhagens, em aflição, fugiam para lugares afastados onde o vírus não pudesse atacá-los.

Fábricas encerraram suas atividades, assim a economia integralmente parou.

Abraços, beijos e calor humano presencial foram vetados. Famílias foram separadas e muitas pessoas obrigadas a um confinamento infindável.

Prestamos obediência a líderes que disseminaram terror, medo e vulnerabilidade na população.

Na época, em março, não havia uma só pessoa contaminada no Vale do Sinos e 37 em todo o estado do Sul. Diziam que o pico da contaminação seria em abril e depois em maio e assim por diante. Estamos com quase cinco meses de restrições. Acabou a munição.

O hilário disso tudo são alguns acontecimentos desse período (março-abril), quando jogos de futebol foram cancelados, fábricas e comerciantes padeciam e a economia gaúcha sangrou quando havia apenas poucos casos confirmados de coronavírus.

Em 21 de março eram 18 mortes no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e 1.128 casos confirmados.

Atualmente, início de agosto, temos mais de dois milhões e oitocentos mil contaminados e estamos próximos a cem mil mortes no país.

Nesse momento, diante deste panorama, abriu a economia e comércio com algumas restrições, jogos de futebol a pleno vapor em campo e a vida parece estar voltando à normalidade. Coisa de maluco, você não acha?

A resposta é bem simples, pelo menos para mim. Queimaram toda gordura. O combustível ficou zerado. Estamos extenuados, até mesmo dessa bendita máscara!



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